Tudo sobre relógio de ponto

Este Post surgiu durante discussões a respeito de outra leitora. Quem quiser entender a história completa, deve primeiro acessar:

http://www.relogio.deponto.com.br/o-rep-e-inseguro/

Comentário do Leitor Ariovaldo Zaninetti em 30-06-2011

Achei bastante pertinente a discussão acima, sou revenda de um fabricante nacional, mensalmente temos reunião em brasília para discutir o andamento do projeto dos reps e avaliarmos a performance dos mesmos, realmente o que a clotilde diz sobre a marca escolhida por ela procede, pois os reps por eles homologados traz a memoria lacrada revestida com uma camada muito fina de resina, isto tudo para minimizar custo, o que ocasionou queima de memórias de vários equipamentos, este fato quase foi a publico o que causaria um impacto muito negativo, tanto que a mesma na reunião prontificou-se a rever seu projeto e trocar os equipamentos com estas característcas.
Quanto ao prazo ainda temos incertezas, todavia, o artificio do mte é a instrução normativa 85, que aplica a dupla visita, ou seja, quem ainda não estiver adaptado terá um prazo estimado de 30 a 90 dias a critério do auditor.
Importante ressaltar que o ministério do trabalho, no dia 26/04 adquiriu o montante de 180 reps para utilização em suas delegacias, esta atitude nos leva a crer que definitivamente o prazo será efetivamente 01/09/2011.
Diante destes fatos estamos norteando nossos clientes que optarem por informatização que tenham cautela no retardamento na tomada de decisão quanto a aquisição, mesmo porque devemos considerar que o rep toma forma de comprovante fiscal assim como aconteceu com a nota fiscal eletrônica, logo, a empresa que pratica seus atos corretamente, pode faze-los no rep sem a menor preocupação e mais terá uma prova incontestável quando de uma demanda.

Ariovaldo e amigos,

  • Vimos nos comentários acima que o projeto “perfeito” do REP ainda requer avaliação de performance após as homologações. Mas estas avaliações, quando negativas, são “dos outros”, pois “filho feio não tem pai”.
  • A Clotilde fez questão de não citar a marca do fabricante.  Mas, se entendemos bem, o nosso amigo já conclui que todo o problema vivido por ela não passe de um um caso conhecido em suas reuniões de revendedores em Brasília, causado por um fabricante “pão-duro” de um tal REP HOMOLOGADO, que não quis colocar mais resina na memória, só para economizar, certo? Bom, saiba que o custo da resina utilizada nas memórias dos REP é mínimo e nenhum ganho traria ao tal fabricante economizar nisto. Mas uma questão muito mais importante vem à tona: Para que mesmo serve esta resina? Seria para “colar” os dados no REP de forma que eles não “fugissem mais”? Porque que se isto funcionasse, certamente a esta hora haveria uma patente mundial, e já veríamos esta tecnologia disponível em outros equipamentos, evitando perdas de dados tão indesejáveis, não é mesmo?
  • É evidente que “não há norma técnica que defina os critérios de homologação”, mas ainda vemos muitos que contestam esta verdade. Então vem aqui a Clotilde trazendo seu depoimento que comprova que o seu REP não se comporta conforme exige a Portaria 1510. Mas este REP é HOMOLOGADO! E mesmo que se tente isentar alguns fabricantes, nós sabemos que todos os REP´s homologados possuem falhas quanto a atender àqueles critérios . E depois disto, nos comentários acima descobrimos que é notório no meio de fabricantes e revendedores que REP´S homologados não são confiáveis (pelo menos os “filhos” de alguns “pais”).
  • Enquanto a discussão segue, muitas empresas interessadas nesta bolha de consumo promovida pelo MTE,  continuam a orientar seus clientes a comprar agora, comprar urgente! E o que vemos? Prejuízos à empresa da Clotilde! Prejuízos ao funcionário que trabalhou mas teve suas horas computadas a outro no REP da Clotilde!
  • Tentando entender o que o amigo quis dizer com “cautela no retardamento na tomada de decisão quanto à aquisição do REP”, interpretamos nestas linhas tortas: COMPRE O REP JÁ! Pois temos estoques abarrotados neste momento, e, antes que a Portaria caia, seja suspensa novamente, ou que o Grupo de Trabalho a modifique, ou que o Ministro Lupi saia, ou que qualquer coisa aconteça, já terei vendido!
  • Por fim, tudo leva a crer que nossa leitora Clotilde, preocupada em praticar seus atos corretamente, adquiriu um REP e está aflita; pois o mesmo, que até pode parecer um produto confiável, que deveria imprimir um “comprovante fiscal” incontestável juridicamente, vem fazendo tudo errado e jogando a empresa dela no rol daquelas irregulares que deixam de cumprir as obrigações! Isto é justo? Quem vai assumir os prejuízos das muitas Clotildes e de seus funcionários? O MTE? O Homologador? O Fabricante? O revendedor?

Ariovaldo, só temos a agradecer à sensibilidade de pessoas que como você e Clotilde nos ajudam diariamente a desvendar estes “hoax”.

O mecanismo de desinformação que ronda a sociedade acaba aos poucos deixando escapar a verdade!

Para refletir…

O MTE é órgão público que dificilmente emprega no regime CLT. Portanto não está sujeito à 1510: Por que gastar tanto dinheiro público em uma coisa que o próprio MTE já assume ter que revisar?

Quanto ao prazo, amigo; só se tem a certeza que em 01-09 a portaria 1510 não entra em vigor de forma lisa e correta. Há que se falar em fiscalização de REP quando temos aqui provas que os mesmos sequer atendem à 1510?

7 Respostas to “Filho feio… O REP e a Portaria 1510.”

  1. Maria da Conceição

    on julho 1 2011

    Bom dia a todos,

    Eu continuo surpresa em ver que esta aberração esteja demorando tanto para morrer!

    A cada dia que passa aparecem mais e mais evidencias de que isso foi muito mal planejado e executado.

    Não sei se vocês sabem, mais os fabricantes fizeram seus REPs infalíveis baseados na Portaria 1.510 do MTe que não trazia nenhum detalhe técnico como este da “Resina” sobre a memória fiscal.

    Estas exigências foram das certificadoras tentando salvar a própria pele evitando certificar os absurdos que apareciam e que salvo melhor juízo, cumpriam estritamente o que pedia a portaria.

    Acontece que no dia 21 de junho a secretária da Inspeção do Trabalho enviou ofício à ABREPP com entendimentos firmados entre o MTe e as Certificadoras, que até este momento não estavam escritos em lugar algum!

    Agora eu pergunto:

    1 – Como pode o MTE divulgar tais entendimentos quase 2 anos depois da edição da portaria, quase um ano após o início teórico da vigência e após mais de 100 certificações? Eles não deveriam ter sido amplamente divulgados antes da certificação? Os consumidores não teriam o direito de saber o que exigir dos fabricantes?

    2 – Como ficam as empresas que compraram REPs que não atendem estes requisitos?

    3 – Entre tais exigências novas está a velocidade da porta USB. O que fará o fiscal quando tentar tirar os dados de um REP e levar o dia todo baixando os dados da memória?

    4 – E a empresa, como vai marcar ponto enquanto o fiscal está extraindo os dados?

    Ou seja, a cada dia que passa o MTe tenta justificar o injustificável e só se atola mais e mais no Brejo em que se meteu, conforme o Dr. Marcos Alencar já anunciou.

    Mais em um país onde a corrupção impera e a justiça é cega, surda e muda não poderíamos esperar outra coisa.

  2. autor

    on julho 1 2011

    Prezada Maria da Conceição,

    Agradecemos sua contribuição. Contamos com isto para prosseguir esclarecendo a todos!

  3. Valdir R. Silva

    on julho 4 2011

    Pessoal,

    O fato de a Portaria 1.510 estar ainda nos dando trabalho é por pura força do sr. Ministro do Trabalho. Mesmo sendo 100% contra a portaria não posso deixar de reconhecer que ele tem força, poder e uma sorte danada. Fosse outro ministro qualquer estava no brejo tentando pescar alguma traíra, como diz dr. Marcos Alencar. Estava afundado até o pescoço.

    O mais impressionante são as armas que ele usa. Lança cada torpedo de assustar, principalmente os menos avisados, os menos informados sobre essas formas de lutar. Essa de comprar 180 REPs, se é que comprou realmente é uma tacada de mestre. Os menos avisados vão direto na fonte, correndo para comprar o seu REP. Muitos vão acreditar nessa jogada.

    É mais ou menos como aqueles cambistas de feiras livres que ficam jogando dados, cartas, etc.. chamando os incautos para jogar com ele o JOGO DE AZAR. Lá, entre os visitantes tem o “camarada dele” que joga e ganha sempre, fazendo os outros acreditarem que vai ser fácil ganhar. Tenham cuidado!

    Independente do que possa acontecer no Congresso Nacional, a respeito dos projetos de lei que estão aguardando votação, agora dia 6 de Julho, pois na semana passada não foi possível votar, a luta vai continuar. Existem forças que, tenho certeza, não aceitarão a derrota, mesmo porque o desenrolar dos acontecimentos tem mostrado e continuarão mostrar mais, que o REP é falho, sem significado de trabalho e nada vai mudar na vida do empregado e do empregador, além dos prejuízos que estamos vendo acontecer e outros que ainda irão jogar no meio desse lamaçal os Tribunais do Trabalho que terão que se haver com este elefante branco.

    Só prejuízo!

    Valdir R. Silva

  4. Augusto Hopper

    on julho 20 2011

    Ué…por que retiraram do site a parte da aprovação na CTASP ?

  5. SALIM

    on julho 20 2011

    Boa noite!

    Inacreditável é encontrar pessoas que ainda defendem este tal REP.

    Nós sabemos que a parte de Portaria 1510 que corrige o Software foi coerente e por si só já resolveria todos os problemas e que a criação deste REP foi um absurdo.

    Para quebrar a idéia deste REP, basta dizer que ele não elimina a fraude e todos sabem disso. Basta um patrão desleal pedir aos seus funcionários que registrem a saída no horário correto e voltem ao trabalho e pronto. O funcionário terá um comprovante com a saída no horário correto apesar de ter estendido a sua jornada de trabalho. Então eu lhe pergunto: Que prova terá o funcionário neste exemplo? Eu sempre defendi que o Ministro deveria criar um disque denúncia para que o funcionário fraudado use em casos de fraude, afinal, a parte mais interessada é o funcionário e ele deve ser o primeiro a contribuir contra estes patrões desleais para que este problema seja eliminado.

    Fora isto, nós sabemos que existiu uma infinidade de incoerência na certificação desses REPs ao ponto das próprias certificadoras reconhecerem isso. Os procedimentos de certificação foram sendo alterados conforme os erros foram sendo descobertos, sendo que se todos os REPs já certificados voltassem para uma nova certificação hoje, apenas uns 10% deles passariam na certificação. Que baderna em pessoal!

    Encontrar nessas alturas do campeonato alguém que ainda defenda este REP me faz acreditar que são apenas fabricantes de REPs desesperados querendo recuperar os prejuízos causados por esta aberração do Ministro e da sua equipe. Mas até eles sabem que este REP é uma Porcaria.

    Até mais!
    SALIM OREPMEFUD

  6. autor

    on julho 21 2011

    Houve um problema nesta postagem mas já foi resolvido. Obrigado pela informação!

  7. autor

    on julho 21 2011

    Salim,

    Você está certo em tudo! Exceto que houve incoerência na certificação. Houve foi uma grande “força de vontade” em fazer valer algo incorreto tecnicamente.
    Se tivesse havido seriedade na fabricação e certificação, não teríamos 1 só REP para fazer esta triste história acontecer!

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