Tudo sobre relógio de ponto

Depoimentos da leitora Clotilde em 24-06-2011

Nós adquirimos um REP logo que a Portaria saiu para fazermos um teste, de uma marca muito conhecida no mercado.

Os problemas que ocorreram : o comprovante emitido de um funcionário saia com o nome de outro. Foi para a fábrica e trocaram uma peça; Depois de algum tempo deu problema na memória, foi novamente para a fábrica e eu queria cancelar a compra, mas eles imploraram para trocar o equipamento, gerando retrabalho para cadastrar todos os funcionários.

Questões :
Posso confiar nos arquivos “eternos” obrigatórios deste equipamento?

Por que não posso imprimir a folha de ponto no final do mês e entregar para o meu funcionário ao invés de obrigá-lo a guardar um monte de papelzinho que polui o meio ambiente e ninguem guarda mesmo? (Nem o hollerith eles guardam).

Quem é honesto e paga corretamente seus funcionário vai continuar sendo. No que um relógio de ponto digital vai impedir dos maus patrões continuarem a fazer “maracutaia” para pagar errado?

Estou ainda em dúvida se esta coisa pega mesmo!!!

Prezada Clotilde,

Agradecemos seu comentário.

Desde o início dizemos incessantemente aqui no site: O REP é inseguro e a Portaria 1510 não dá garantias a ninguém!

A maioria das empresas não adquiriu o REP até mesmo por enxergar a fragilidade da Portaria 1510. No entanto, algumas que adquiriram têm passado verdadeiros calvários com estes produtos. Fazemos questão de relatar todas as experiências, pois são provas reais do que vislumbramos desde a data da publicação desta medida.

Parafraseando outro leitor, a portaria ignora o princípio da realidade, impondo medidas para as quais não há tecnologia disponível, como por exemplo a inviolabilidade física e lógica das máquinas.

É óbvio que a memória eletrônica do REP, não é infalível como quis o MTE. E aí está o maior equívoco desta medida.

Em outro post alertamos que até fabricantes de REP já questionavam este problema:

“A 1510 deixou de considerar que, diferentemente dos registros em papel, os registros eletrônicos são voláteis, que sua perenidade depende de alimentação elétrica constante e contínua e que são sujeitos a perda de conteúdo com alguma habitualidade, devido ao comportamento natural dos componentes eletrônicos.”

A Portaria 1510 trata o registro eletrônico como se ele fosse de papel. Ela ignora as questões de sua inata volatilidade e as vantagens da acessibilidade e obriga que o registro eletrônico original seja fisicamente mantido no local em que foi realizado. Nenhuma cópia de segurança tem validade legal para a 1510, nem as mantidas no local do registro e muito menos as mantidas em locais remotos e terceirizados (como por exemplo, data centers).”

Veja relato completo do Fabricante de REP em: http://www.relogio.deponto.com.br/a-fratura-exposta-portaria-1510-relogio-de-ponto-eletronico/

Por isto, Clotilde, aí vão as respostas de seus questionamentos, conforme nosso ponto de vista:

Posso confiar nos arquivos “eternos” obrigatórios deste equipamento?

Não, pois as memórias eletrônicas dos REP são suceptíveis a danos como qualquer outra memória eletrônica. E, como a Portaria 1510 não admite que sejam feitos back ups, sua empresa não tem qualquer garantia da manutenção destes dados na MRP, o que constitui em tremenda insegurança jurídica para continuar usando este equipamento. E lembre-se: trata-se apenas de uma Portaria. Sequer tem respaldo de lei.

Por que não posso imprimir a folha de ponto no final do mês e entregar para o meu funcionário ao invés de obrigá-lo a guardar um monte de papelzinho que polui o meio ambiente e ninguem guarda mesmo? (Nem o hollerith eles guardam).

A portaria obriga o empregador optante pelo REP à impressão do ticket. Segundo o MTE, você pode até imprimir o espelho de ponto, mas o empregado não é obrigado a assiná-lo. Este documento não mais constitui prova  em ações trabalhistas – é o que diz a P1510.

Quem é honesto e paga corretamente seus funcionário vai continuar sendo. No que um relógio de ponto digital vai impedir dos maus patrões continuarem a fazer “maracutaia” para pagar errado?

Correto! O REP não impede fraude. A principal fraude conhecida é a de se registrar o ponto e voltar ao trabalho. Qual equipamento seria capaz de evitar isto? Reafirmamos que fraude se reduz com maior fiscalização, educação do trabalhador e sindicato atuante. O MTE “viajou” ao tentar robotizar as ações fiscais e sindicais através do REP.  Sindicalistas já perceberam isto…

Por isto tudo temos convicção de esta medida não vai colar!!

28 Respostas to “Depoimento de usuário confirma:O REP É INSEGURO!”

  1. Augusto Hopper

    on junho 27 2011

    Como sempre, tudo anônimo neste site. Quem é Clotilde ? de que empresa ? onde comprou o rep ?

    Outra coisa, dizer que comprou assim que saiu a portaria é impossível pois levou 6 meses para homologarem os primeiros modelos.

  2. autor

    on junho 27 2011

    Augusto Hopper,

    Bom tê-lo novamente por aqui!
    Clotilde é uma leitora que se identificou adequadamente e, após contato, decidimos publicar seu comentário pertinente.
    Vale lembrar que de forma alguma levaremos a público os dados de leitores, fabricantes, etc… por considerarmos isto improdutivo e desnecessário. Nossa demanda aqui é mostrar as falhas da Portaria 1510, o que é absolutamente impessoal.
    Isto nos permite inclusive levar em consideração comentários como o seu, que não foi adequadamente identificado aqui.

  3. Clotilde

    on junho 28 2011

    Eu sou Clotilde, tenho nome, sobrenome, endereço fixo, CPF e RG e esse é meu nome verdadeiro, não é anônimo.

    Trabalho numa empresa com 165 funcionários há mais de 23 anos.

    Não acho que seja necessário expor o nome da minha empresa e tão pouco da empresa que me vendeu o relógio, haja vista que ele foi um dos primeiros a serem homologados, ou seja tanto quanto qualquer outra marca passou pelo crivo do Ministério do Trabalho e dos seus “técnicos”, acredito eu.

    A discussão aqui é quanto a segurança de informações no REP. Só quero respostas. Vocês tem respostas seguras?

    Como usuária tenho o direito de questionar e finalmente achei um site prá isso, mas parece-me que, com exceção do autor, ninguém se dispõe a responder.

    Vocês que só criticam o site são fabricantes ? Que ótimo ! Podem me responder então? Vocês assumirão a responsabilidade pelos dados daqui a 30 anos?

    E por favor, se são fabricantes, sejam maduros profissionalmente e não fiquem com bate-boca se é anônimo ou se não é. Não é isso que importa aqui se vocês têm segurança do que fabricam.

  4. autor

    on junho 28 2011

    Clotilde.
    Este espaço sempre esteve aberto a depoimentos como o seu. Colecionamos várias situações de indefinição quanto ao REP, as quais trazemos sempre a público. Isto orienta as empresas e evita que sofram ainda mais com os reflexos desta Portaria.
    Sempre pensamos que o governo se preocupasse em zelar para que consumidores nunca fossem prejudicados principalmente por falta de informação ou pela má informação. Esta Portaria 1510 e a falta de atitude do governo (afinal, são 2 anos de discuussões!) tem nos mostrado que no Brasil o cidadão é que faz a diferença.
    Parabéns por sua atitude em contribuir com todos os nossos leitores.

  5. Marco Cesar

    on junho 28 2011

    Existe algum local onde podemos saber sobre as reuniões do grupo de trabalho criado pela Portaria 917? As reuniões estão acontecendo? O prazo para o parecer será obedecido?
    Visto que temos inúmeras duvidas sobre o futuro do REP nada melhor que perguntar se existe algum site que traga informações sobre o que se passa com este grupo. Por enquanto no Google não achei nada. Na figura de futuro usuário e também como emprasário neste ramo de atividade fico com muito medo de voltar a investir no REP antes de um sinal claro do futuro. Afirmar que a portaria entra em vigor em setembro é algo que ninguém pode dar certeza se for baseado no histórico. (mas se alguem tem certeza de algo nos informe)

  6. autor

    on junho 29 2011

    Marco,
    Ainda é nebuloso o real funcionamento deste Grupo de Trabalho. Não há qualquer divulgação oficial sobre ele. Temos acompanhado isto de perto, mas não há o que dizer ainda.
    Quanto ao prazo, é impossível cumpri-lo. Esta é a única certeza que temos.
    Portanto, é inevitável nova prorrogação, a menos que se decida definitivamente pelo fim da medida.
    Se nos acompanha, sabe que nunca acreditamos que entre em vigor. Nossa posição continua a mesma.

  7. ARIOVALDO ZANINETTI

    on junho 30 2011

    Achei bastante pertinente a discussão acima, sou revenda de um fabricante nacional, mensalmente temos reunião em brasília para discutir o andamento do projeto dos reps e avaliarmos a performance dos mesmos, realmente o que a clotilde diz sobre a marca escolhida por ela procede, pois os reps por eles homologados traz a memoria lacrada revestida com uma camada muito fina de resina, isto tudo para minimizar custo, o que ocasionou queima de memórias de vários equipamentos, este fato quase foi a publico o que causaria um impacto muito negativo,anto que a mesma na reunião prontificou-se a rever seu projeto e trocar os equipamentos com estas característcas.
    Quanto ao prazo ainda temos incertezas, todavia, o artificio do mte é a instrução normativa 85, que aplica a dupla visita, ou seja, quem ainda não estiver adaptado terá um prazo estimado de 30 a 90 dias a critério do auditor.
    Importante ressaltar que o ministério do trabalho, no dia 26/04 adquiriu o montante de 180 reps para utilização em suas delegacias, esta atitude nos leva a crer que definitivamente o prazo será efetivamente 01/09/2011.
    Diante destes fatos estamos norteando nossos clientes que optarem por informatização que tenham cautela no retardamento na tomada de decisão quanto a aquisição, mesmo porque devemos considerar que o rep toma forma de comprovante fiscal assim como aconteceu com a nota fiscal eletrônica, logo, a empresa que pratica seus atos corretamente, pode faze-los no rep sem a menor preocupação e mais terá uma prova incontestável quando de uma demanda.

  8. autor

    on junho 30 2011

    Ariovaldo,

    Sabe que nossos motivos para não defender o uso do REP nos moldes atuais visa unicamente proteger os usuários: tanto empregadores quanto empregados terão prejuízos se não houver mudanças radicais! É possível ver maiores detalhes sobre este posicionamento no link: http://www.relogio.deponto.com.br/filho-feio/

  9. Daniel

    on julho 11 2011

    Nós tbm adquirimos um REP para nossa empresa (sou um gerente), e tivemos alguns problemas: horas calculadas incorretamente e registros desaparecidos. Já ocorreram alguns casos, com diferentes funcionários, de o registro de ponto ter sido efetuado, o comprovante em papel emitido, mas no espelho não aparecer!
    Claro, isso a princípio seria um problema do fabricante XX, e não do MTE, mas olhando globalmente vemos que isso é o resultado desse processo feito às pressas, sem especificações claras, padrão de testes e um prazo apertado de desenvolvimento. Os produtos não estão maduros o suficiente, e não temos “histórico do produto” para nos apoiar antes da compra, já que todos os produtos são novos.
    Também ficou estranha a obrigatoriedade da impressão, e principalmente o formato desta. Tenho já um volume razoavelmente grande de papel (estamos usando há uns 4 meses apenas). A fonte mínima poderia ser reduzida, ou a quantidade de informações necessárias, algo que pudesse evitar a formação de tanto volume (estes itens são definidos na portaria). Ou, por fim, talvez pudessem ser dadas alternativas (impressão de um só papel no fim do dia com todos os horários), comprovante por email caso o funcionário possua, sei lá, algo mais prático.
    Nós até esperávamos que o REP viria sim trazer mais harmonia as relações de trabalho, uma vez que é interessante poder falar para o funcionário que o sistema de ponto, software e hardware, é homologado e certificado pelo MTE, e portanto obedece fielmente as leis trabalhistas. Isso, porem, não foi o que ocorreu na prática.
    Por outro lado, apenas por coincidência, posso fazer um relato a favor do ideal por trás do REP. Minha namorada trabalha em uma empresa que usa o sistema de ponto eletrônico para adulterar o horário dos funcionários para evitar o pagamento de horas-extras e adicionais. Lá os funcionários ficaram animados com o vislumbre de um sistema mais seguro, que lhes garantisse um cálculo justo dos direitos. Acredito que existem várias outras empresas que fazem uso dessa prática e, portando, uma regulamentação é realmente necessária.
    Ou seja, o ideal por trás da portaria 1510, que seria uma especificação e certificação dos sistemas de controle eletrônico de ponto para dar mais segurança aos funcionários é válido, mas a forma como foi implementada foi equivocada. Tanto no prazo como na falta de generalidade da solução, fica obvio que faltou uma discussão entre os envolvidos para chegar em um modelo de sistema que fosse ao mesmo tempo seguro para os funcionários, prático para as empresas usuárias e viável para as empresas desenvolvedoras.
    O sistema da nota fiscal, que mudou para a nota eletrônica recentemente, foi bem mais suave de implantar. Alem disso, a solução além de não atrapalhar o funcionamento dos setores envolvidos, ficou bem mais prática, barata e ágil. Ou seja, ficou melhor para o governo, pois o controle é muito mais fácil, e melhor para as empresas.
    Resumindo, minha opinião é: Sou favorável a uma regulamentação dos sistemas de ponto eletrônico, mas pelas minha experiência até aqui posso dizer que a forma usada na portaria 1510 foi incorreta. Como empresa, pudemos sentir as seguintes deficiências:
    -Prazo apertado (poucos equipamentos disponíveis, e destes uma parcela ainda não está madura)
    -Pouca discussão prévia, fomos pegos de surpresa e inclusive havíamos modernizado nosso sistema de controle de ponto menos de 1 ano antes da publicação da portaria.
    -Pouco embasamento técnico de quem elaborou a norma. (A solução acabou ficando restrita, complexa e, ao meu ver, ainda insegura)

  10. autor

    on julho 11 2011

    Daniel,

    Obrigado por seu depoimento.
    Infelizmente você não se identificou de forma que pudéssemos confirmar os fatos ocorridos e preferimos crer que você está aqui “personificando” experiências de alguns clientes. O Daniel pode até não ser real, mas fatos relatados aqui são compartilhado por diversos outros depoimentos que já recebemos e por isto sabemos que são factíveis.

    O que temos a ressaltar:
    1) Problemas como os que relatou não são característica de uma “parcela imatura” de equipamentos ou de fabricantes. Os problemas são compartilhados por todos os REPs porque as falhas estão na Portaria, em seu conceito e na prática dos processos de Certificação de REPs de forma generalizada.
    2) Os problemas não são passageiros. Como há falhas conceituais na Portaria e na concepção dos REPs, e os mesmos estão aí “Certificados”, não será simples corrigi-los, até mesmo por conta do nó que o próprio MTE deu ao dizer que “qualquer alteração ensejará novas Certificações.
    3) A necessidade da regulamentação para nós é relativa. Nós acreditamos que o MTE teria sido mais efetivo se investisse na inteligência e no alcance de sua fiscalização. Isto valorizaria sua equipe dando à Inspeção do Trabalho um papel de maior relevância e respeito pela sociedade.
    4) O caso de sua namorada não é crível nos dias de hoje, principalmente se falamos de grandes centros urbanos. A população é instruída e deve ser ainda mais, pois se há fraudes neste porte, a omissão dos que presenciam estes casos deve ser mais e mais combatida fortemente. A grande missão de sindicatos e do sistema de fiscalização do trabalho é mobilizar os milhões de “olhos” que estão nas empresas para cooperar com seus trabalhos.
    5) Ao contrário, nós aqui preferimos não nos omitir quanto aos erros da Portaria 1510 para que muitos consumidores pudessem através do conhecimento, exercer de fato seu poder de escolha.
    E aí fica o convite a você e a qualquer outro leitor:
    Continuem nos ajudando a cumprir esta missão, nos enviando casos vividos por vocês ou que sejam de seu conhecimento. A intenção é que o Governo veja o quanto ainda é necessário ouvir de todos nós para que então uma regulamentação, se for o caso, seja bem construída.

  11. Daniel

    on julho 11 2011

    Bom, agradeço pelo espaço para expor meu caso, e aproveito para só esclarecer alguns pontos:
    - Os relatos são de experiência própria, em uma única empresa, na qual trabalho.
    - Não coloquei nome completo e mais dados apenas para evitar exposição desnecessária. Porem, o email que indiquei no formulário é real.
    - O caso da empresa da minha namorada tbm é real. Pode ser incomum, mas ocorre.

  12. autor

    on julho 12 2011

    Daniel,

    Obrigado pelas informações.
    Só para esclarecer: os dados dos leitores são sempre preservados, a menos que eles autorizem divulgação. Não há exposição de dados pessoais ou empresariais aqui, ok?
    A importância de termos um contato é podermos dialogar melhor sobre as vivências, extraindo informações valiosas para os outros leitores.
    Caso queira ajudar, preencha seus dados na parte contato do site. Os comentários postados nesta área são de uso restrito do Site e sequer permitem visualização externa.

  13. André Melo

    on julho 12 2011

    Sou técnico e prestador de serviços em TI e apesar de assíduo leitor, quase não escrevo.
    É boa esta iniciativa porque até ajuda a gente q trabalha com isto e por isto que acabei aprendendo a me virar com estas coisas do Rep.
    O q o Daniel disse é bem verdade. Os relógios Rep 1510 são imaturos. E há alguns, especialmente os primeiros, que se fossem passar por testes de homologação hoje, estariam reprovados. Há os que tenham a resina, o lacre e outros não.
    É incrível como estas instituições certificadoras estão aprovando. Não dá para imaginar como os relógios são considerados homologados com tantos erros. As empresas compram e depois é que vem os problemas. Sempre eu falo q se for mesmo comprar o Rep é para evitar os primeiros porque estes são os piores de todos. Já fiz inspeção em vários clientes e reprovei muitos reloginhos destes. Algumas empresas conseguiram desfazer o negócio mais rapidamente. Em outras estamos descobrindo aos poucos. Imagino q após estes gastos sem sucesso algum, queiram devolver também. Eles já vêm viciados de fábrica mesmo e nunca funcionam da forma como o ministerio do trabalho ordenou.
    A memória apaga os dados sozinha, inverte os registros como a moça aí do texto disse e vi q isto também ocorreu comigo. A impressora nem se fala: embola o papel, o papel sai meio torto e a impressão sai toda em uma só linha ilegível, em outros sai em branco mesmo. Ainda tem o caso que o Daniel disse acima, sobre o registro de ponto que foi efetuado, o comprovante em papel emitido, mas no espelho não aparece – e tenho a dizer que isto é comum. Isto ocorre por culpa exclusiva da forma como foi exigido na Portaria. O Rep não pode restringir o ponto, mas o software tem um limite dos registros do dia. Certamente ocorrem registros que nunca serão vistos pelo RH. O pior é que ele paga o funcionário sem saber no que vai dar. É uma loucura como a coisa está sendo. O funcionário que percebe, reclama. Mas muitos estão tendo prejuízos sem ver. Agora imagina o risco danado que as empresas ficam correndo? Acumulando este problema durante os anos.
    A gente reclama com o fabricante, pede suporte, mas é difícil até para os caras da fábrica.
    Bom, eu ajudo meus clientes como posso. Mas sinceramente, não sei como as empresas vão se virar com este problema. Fica meu registro.

  14. autor

    on julho 12 2011

    André,

    Infelizmente retiramos parte de seu texto por conter marcas de produtos, o que não nos interessa publicar. Aqui só nos interessa o relato em si, que por sinal, foi ótimo. Obrigado por participar!

  15. Clotilde

    on julho 18 2011

    Queria que mais usuários pudessem dar o seu depoimento aqui como eu e o Daniel fizemos. Isso nos ajudaria a ter um respaldo para que essa Portaria fosse revista.

    Há muito mais usuários envolvidos do que fabricantes (que são os que mais comentam aqui).

    Quando se fala em prejuízo pelos relógios já fabricados que ficariam amontoados nas fábricas, esquecem de falar dos relógios que já estão em uso pelas empresas e que não nos trazem nenhuma segurança (só estamos usando por meio da ameaça de multas). Sem contar os relógios que foram “aposentados a força” e o investimento feito neles jogados no lixo.

    Obrigada por este espaço! Parabéns aos autores!

  16. Julberto Garrido Junior

    on julho 19 2011

    Bom dia a todos.
    Sou representante de 2 marcas de REP no interior do estado de São Paulo, atuo no mercado a 15 anos, entendo as deficiências da portaria, sinto na pele que ela não é infalível, e já tive problemas de queima de memórias, só que mantenho com todos os clientes um relacionamento muito bom, e não tive qualquer embate juridico com nenhum deles.
    - Para os problemas que tive com “perda” de dados, os fatos foram 100% resolvidos ajustando o software, e para casos em que o funcionário (3 casos relevantes) insistem em dizer que a marcação desapareceu, o ticket não foi apresentado, bem como não há diferença no NSR, fica ai a duvida…
    -As queimas de memória foram oriundas de infraestrutura mal feita, por isto no momento da contratação/venda meu cliente assina um documento orientando a melhor maneira de executar a infraestrutura, e com isto me resguardo. Eletricista sem formaçào e gerente de TI que mal sabe formatar uma máquina é o que mais encontramos no mercado.
    - Tivemos sim 2% de perda por defeitos de fabricação, gerou alguns transtornos, mas acreditamso que esta é uma margem aceitável (temos 340 REP’s instalados).
    Compartilho com a ideía do Daniel, que a intenção da portaria é boa, mas mal formulada e ainda bastante imatura. Também vivo uma insegurança muito grande, principalmente porque respeito muito meu cliente e vivo de um produto bastante questionável.
    Este debate é bastante produtivo, mas acho questionável a posição do autor em disconfiar do Daniel por não “provar” a origem das suas informações e ao mesmo tempo “endoçar” a Sra.
    Clotilde que traz um contxto bastante parecido.
    Gostaria muito que esta conversa continuasse a evoluir. Parabéns pela inicativa de todos em participar.

  17. autor

    on julho 19 2011

    Julberto,

    Conte-nos as experiências que já o fizeram ver que o REP não é infalível. O bom relacionamento que você te com seus clientes pode não ter causado embate jurídico entre vocês, mas certamente poderá trazer prejuízos relativos à outras demandas jurídico-trabalhistas a seus clientes a qualquer momento. Os REP não “funcionam” conforme pede a Portaria 1510. E isto pode render muito prejuízo pela frente.
    Perda de dados, perda de marcações, tickets com problemas ou não impressos, memórias perdidas… estes são apenas alguns dos problemas que incessantemente vimos catalogando e publicando aqui no portal. A Portaria 1510 simplesmente não previu nem estes 2% de problemas. O que o texto diz expressamente é que de maneira alguma as memórias poderão ser apagadas ou modificadas. O REP e suas memórias foram criados para ser infalíveis! Enquanto isto, na realidade… problemas técnicos estão “pipocando” por todo lado, fazendo com que as empresas percam suas provas jurídicas.
    Já dizia o ditado que de boas intenções … Bom, não bastam as intenções do MTE. A consequência deste ato impensado é inaceitável! Prejudica a você e aquele a quem você respeita tanto: seu cliente. Em nossa opinião, a Portaria deveria ser revogada imediatamente para não haver mais prejuízos. Assim o MTE terá a oportunidade de iniciar COM DIÁLOGO uma discussão que está longe de acabar! Bem vindo ao site! Sua contribuição é valiosa.

  18. Julberto Garrido Junior

    on julho 20 2011

    Caro autor, o fato da memória “infalível”, é questionável, é a mesma memória ïnfalível” das ECF’s… e elas estão ai a 15 anos… tudo isto se resolve dando responsabilidade a quem é de direito. Se sua memória queimou… o fabricante que arque com suas responsabilidades… é assim que funciona nas ECF’s ou vc acha que nunca… nenhuma delas queimou. Poderiamos levar a discução para o campo das ECF’s? Conheço um pouco desta legislação (não sou jurista…), gostaria apenas de saber se há interesse neste tipod e discução, ou se minha colocação é pertinente.

    Desde já agradeço

    .
    .

  19. autor

    on julho 21 2011

    Julberto,

    Novamente reforçamos que não há como comparar os ECF com os REP. No caso dos ECF houve prazo, discussão e uma base técnica sólida e dentro da realidade.
    Mas seguindo sua teoria, imagine que a leitora Clotilde, do exemplo aí em cima, que teve problemas com seu equipamento. O mesmo foi levado para a fábrica e trocada a placa, mas a memória voltou vazia. O fiscal esteve lá e com seu pen-drive não conseguindo extrair os dados do REP, concluiu que houve violação dos dados e multou a Clotilde!
    Bom… em seu ponto de vista ela manda a multa para o fabricante? É ele ó responsável? A Clotilde até tem em mãos um atestado deste fabricante assumindo mesmo responsabilidades civis e criminais caso o REP dele não atenda a Portaria 1510! Mas acha isto justo?
    O fabricante, por sua vez, pode culpar o certificador… Afinal, foi ele quem ATESTOU que o REP atende 100% à portaria. E lá diz que a memória não poderá permitir apagamento dos dados!
    Queremos saber quem vai pagar a multa (ou o pato)… A Clotilde? O revendedor? O fabricante? O Certificador? ou o Governo?
    Por isto temos convicção de que esta Portaria 1510 não vai colar! Novamente chamamos a atenção de revendedores, usuários e fabricantes. Tenham A-T-I-T-U-D-E enquanto há tempo. Nosso espaço aqui está disponível para quem quiser relatar seus problemas.

    É visível que você não conhece bem as entranhas desta portaria 1510 e muito menos os problemas técnicos que envolvem a construção/fabricação e homologações dos REP.
    Por isto, não dá para comparar a questão dos ECF´s com os REP´s. Nem tampouco um talão de NF com os dados NSR.
    A parte técnica do ECF foi pensada para dar muito mais garantia ao usuário/proprietário da máquina. Além disto, os arquivos de back-ups são válidos; o que não ocorre com a Portaria 1510.
    A portaria não é somente fraca. Pensando assim é que as empresas estão se afundando! A portaria é uma aberração técnica e o grande problema de se usar o REP é que a empresa fica totalmente vulnerável em relação a comprovações judiciais e/ou fiscalizatórias. Já estamos vendo casos e mais casos de empresas que após comprarem ou estão devolvendo ou estão estudando formas judiciais de resolverem seus problemas.
    Outra coisa é a questão dos importados que você bem citou. Desde que saiu a portaria 1001 do MTE abrindo para equipamentos importados chamamos a atenção de todos aqui no site. Fomos os primeiros a enxergar este problema. Mas parece que poucos até agora dão a devida importância a isto. Os fabricantes nacionais (muitos agora não passam também de importadores), parecem não se importar com seu mercado. A portaria 1510 está nos fazendo ver na prática a mais selvagem prática comercial. Infelizmente não vemos benefício a ninguém, principalmente ao consumidor destes produtos.
    Agora vamos refletir: Como pode haver uma homologação de CONFORMIDADE quando a “regra” apresenta dubiedade de interpretação? Sinto, amigo… a portaria 1510 não é uma norma técnica. E como não foi criada uma norma técnica real, as homologações não passam de um engodo.

  20. Clotilde

    on julho 21 2011

    Julberto, pelo que entendi você é revendedor e não fabricante…Se é assim você deve sentir de perto as inseguranças geradas por essa Portaria nos seus clientes (seu bem mais precioso). Na minha cidade por exemplo, várias pessoas com até 100 funcionários voltaram para aquele relógio antigo manual, que pode acarretar muitos mais erros no apontamento e muito mais problemas jurídicos mas que é aceitável.
    Sou gerente de Depto. de Pessoal e toda a situação que compartilhei na abertura deste tópico está documentada realmente, talvez por isso que endossaram o meu comentário. Antes de comprarmos o equipamento fizemos a instalação de acordo com orientação do fabricante e revendedor, como toda proteção contra queda de raios, oscilação ou falta de energia, ou seja, o investimento foi além do relógio.
    A empresa que me vendeu o relógio e a fabricante me atenderam muito bem apesar do desgaste e conflitos que tivemos que enfrentar com os problemas ocorridos, mas de quem é a culpa???? Na suposição que o autor fez, quem daqui a dois anos assumirá a responsabilidade por dados não encontrados na memória do relógio se houver uma reclamação trabalhista?
    A Clotilde é funcionária, pode não estar mais aqui. O revendedor pode não estar mais naquela empresa…assim como você pode resolver representar outra marca (por exemplo). O que o fabricante vai dizer? É claro que foi culpa da Clotilde, multem a empresa!
    Por favor Julberto, entenda o nosso lado. A culpa disso tudo é do MTE que não fez um “laboratório” para testar esses relógios. Teve alguém (Lupi) atrás de uma mesa que teve um “estalo” e resolveu fazer uma Portaria, mas quem ele chamou para testar em termos técnicos? O In-metro? Sei lá…não entendo muito disso, mas tenho plena certeza que não foram analisados suficientes já que parece-me que o meu problema foi por causa de uma resina….Me poupem desse comentário…onde que uma resina afetaria a memória que eu perdi com mais de dois meses de informação?
    Abraços a todos!

  21. autor

    on julho 21 2011

    Clotilde, obrigado por continuar aqui enriquecendo nosso debate e “de quebra” ajudando a outros que como você tem literalmente sofrido com este problema.

  22. Julberto Garrido Junior

    on julho 27 2011

    .
    .

    Bem, para o fabricante pelo qual trabalho, nada é feito sem laudo de intervenção, bem como termo de responsabilidade técnica, o que incorre em responsabilidade solidária sobre os dados, ou seja o fabricante tem que ser acionado judicialmente por perda dos dados por defeito de fabricação (um dos motivos do REP ser mais caro, eles já imbutem o custo de futuras reclamações). Com relação a ECF não ter nada a ver com o REP é um ledo engano, a parte técnica dos dois é a mesma, ninguém “pos o ovo em pé”, trata-se do mesmo equipamento, o pensamento do autor é errado, e caso a portaria vier a “vingar” muita gente vai chorar o leite derramado por pensar assim. Mais uma vez acho que a portaria é fraca, feita as pressas, poderia ter sido implantada com mais critério, só não se esqueçam que ela é “base” para o SPED social, que segundo as “más” linguas chega no ano que vem. Caso queiram dêm uma olhada no site da ANAMATRA (Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho), o Dr. Vargas é desenbargador da quarta vara (SP), ele tem um texto do inicio do ano passado onde é explicada o embasamento juridico e o porque da portaria, bem como de onde ela nasceu… ela ainda não caiu pois trata-se de um problema da JUSTIÇA DO TRABALHO e não do MINISTÉRIO DO TRABALHOS, engana-se quem acredita que o Lupi é o autor dela, tudo começou em 2001, leiam o artigo e tirem suas conclusões.

  23. autor

    on julho 29 2011

    Julberto,
    Laudo de intervenção e responsabilidade técnica irão resolver o problema da empresa que sofrer ação trabalhista e não puder contar com o REP, pois o mesmo não segue as “normativas” da Portaria 1510, apesar de homologado? É isto que queremos saber…
    Então o fabricante vai ser acionado judicialmente e responderá por todas as perdas (inclusive as trabalhistas e multas sofridas) deste empregador?
    Puxa, amigo! Você acima diz que o Fabricante responde por “defeitos de fabricação”. Nós definitivamente não estamos falando disto!

    O fabricante assina que o REP atende 100% à portaria 1510 e se compromete a responder civil e criminalmente por isto. O REP pode não conter “defeitos de fabricação”, ser homologado e tudo mais. Mas nenhum REP nestas condições atende à P1510!

  24. Almeida

    on agosto 3 2011

    Se o rep é inseguro, imagina o sistema eletronico antigo…

  25. autor

    on agosto 3 2011

    Almeida,

    Sugere que o ponto em papel seja seguro? Ou qual outra sugestão você nos dá?

  26. Clotilde

    on setembro 29 2011

    Pessoal, olha a mensagem que recebi agora a tarde de uma empresa vizinha a nossa e tirem suas conclusões. Obs : Instalação de acordo com especificação do fabricante, com estabilizadores:

    “Oi Clotilde, boa tarde!

    estou tendo muitos problemas com o REP – nós adquirimos 10 REP (cod.barras)
    já tive problemas com 04.

    03 REP queima da placa de memória (sendo 01 REP já por 02 vezes) – perdi todas batidas da semana.
    01 REP problema na impressão do comprovante.

    Eles alegam que o problema é a oscilação de energia da empresa, o engraçado que isso acontece de um dia para outro (durante a noite) , você teve este tipo de problema?”

    Coitada…mais uma vítima!!!

  27. autor

    on setembro 29 2011

    Clotilde,

    Mais um caso para nossa coleção de erros….
    Obrigado pela participação!

  28. valdir

    on outubro 2 2011

    sou tecnico de manutencao de relogios de ponto eletronico .os modelos de relogios de ponto eletronico(rep)so nos trouxe problemas ,tomara que nao adote o sistema.

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