Tudo sobre relógio de ponto

Pequenas e médias conseguirão cumprir as exigências da Portaria 1510?

Na prática, sabemos que estas terão maiores dificuldades por vários motivos:

  • O alto custo dos equipamentos;
  • A falta de produtos no mercado;
  • O fato de muitas já terem feito investimentos ou financiamentos com equipamentos de ponto em vigência, mas agora terão que descartá-los e fazer novas aquisições;
  • A insegurança em novos investimentos, advinda da falta de testes destes novos equipamentos em campo;
  • O desconhecimento total dos custos futuros de manutenção destes novos aparelhos;
  • A dificultação do processo de manutenção prevista na Portaria;
  • A dificuldade de adequação a operacionalidade deste equipamento à rotina destas empresas;
  • A falta de segurança da empresa quanto aos registros de ponto (as empresas não terão mais como diciplinar os horários, e lembre-se que o empregador, no caso das pequenas pode ser muito mais sacrificado com esta medida);
  • Um consequente aumento dos atritos relacionais entre empregador e empregado. (o novo sistema não é dotado de ferramentas gerenciais, o que irá proporcionar uma personalização dos atritos diários em função dos descumprimentos por parte dos funcionários)
  • O desconhecimento dos reflexos destes novos equipamentos ao quotidiano de suas empresas;
  • As muitas restrições ao  uso destes equipamentos para algumas atividades empresariais  (empregados externos ou “a serviço” em outros endereços não poderão utilizar os equipamentos)

Estes, são alguns dos motivos pelos quais veremos um declínio na utilização de equipamentos eletrônicos de ponto, os quais tiveram nestes últimos anos importante função de automação e controle em pequenos empreendimentos.

Um prejuízo às empresas e seus empregados. Um RETROCESSO para nosso PAÍS.

Pequenas empresas estranguladas pela exigência!
Por Portal Tributário

A celeuma em torno das novas exigências estabelecidas pela Portaria MTE 1.510 de 21 de agosto de 2009 tem se alastrado e gerado insatisfações para as pequenas e grandes empresas, para as entidades representativas das categorias profissionais e até para os fabricantes dos equipamentos.

Em meio a tudo isso estão as pequenas e médias empresas que muitas vezes já sofrem para se manter no mercado, já que devem competir com concorrentes gigantes que possuem capacidade estrutural e financeira milhares de vezes maiores. Neste sentido, todo esforço na contenção de gastos deve ser feito a fim de buscar alternativas para o crescimento.

Considerando, pela média de mercado, que um novo equipamento custe de R$ 3 mil a R$ 4 mil e que a multa pelo descumprimento da norma varia entre R$ 40,25 e R$ 4.025,33, dependendo da gravidade e da reincidência, a pequena e média empresa se vê num “beco sem saída”, pois cumprindo ou não a norma, a “mordida” no orçamento irá ocorrer de qualquer forma.

Estabelecer critérios (como compensar parte dos impostos a recolher) para a compra do novo equipamento seria uma medida que poderia, por exemplo, ajudar as pequenas e médias empresas a se adequarem à Portaria MTE 1.510/2009, sem ter que dispor de imediato, do custo total para aquisição dos novos relógios.

Resta aos pequenos e médios empresários unirem-se e reivindicarem com maior intensidade, junto às entidades de classe, aos políticos e ao próprio Ministério do Trabalho, mais consideração com suas atividades econômicas, maior respeito pelo empreendedorismo e menos pressão sobre seu dia-a-dia, de forma a não estrangular a iniciativa privada com exigências descabidas e permitir um ambiente de facilidade para a geração de emprego e a renda.

Se o governo federal continuar interferindo nos pequenos e médios negócios, com exigências desproporcionais à capacidade das mesmas, estará na contramão da boa política de incentivar a livre iniciativa, condições para o pleno emprego e a distribuição de renda.

Fonte: http://blogtrabalhista.wordpress.com/2010/07/28/novo-ponto-eletronico-pequenas-e-medias-empresas-estranguladas-pela-exigencia/

 

Ainda não entendeu o que fazer a respeito? Acesse: http://www.relogio.deponto.com.br/conversando-sobre-o-rep/

 

2 Respostas to “Pequenas e médias empresas em dificuldades para atender Portaria 1510”

  1. Rubens

    on junho 1 2012

    Está patente o motivo da aprovação dessa portaria: o aumento das vendas dos relógios de pontos e dos acessórios necessários (bobinas, etc.). Essa medida compara-se à que alterou o modelo das tomadas elétricas.

    Este é o país dos ladrões, dos espertos e dos vagabundos. Pessoas honestas trabalhadoras, aqui, só têm uma serventia: produzir e pagar impostos para que os grandões possam roubar.

  2. autor

    on junho 5 2012

    Sim, Rubens!
    Por isto lutamos muito aqui.
    O problema no caso do REP é infinitamente mais grave do que no caso das tomadas. Há implicações jurídico-trabalhistas… há obrigatoriedade na troca… dentre outros…
    E saiba você que já há projetos no Congresso Nacional para cancelar a exigência do “novo” padrão de tomadas.
    A exemplo do que já ocorre com a Portaria 1510.
    Junte-se a nós nesta batalha.
    Deixe seus dados na sessão contato do site e saiba como contribuir.

    Abçs.

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