Tudo sobre relógio de ponto

A Portaria 1510 do MTE, já adiada por 5 vezes e agora vi uma reportagem dizendo que é obrigatório.

Veio um vendedor em minha empresa e informou que sou obrigada a comprar um relógio da “nova lei”.

 

E agora???

E o que fazer? Devo comprar o “novo” equipamento?

 

Em momentos como este muitas perguntas chegam ao Blog. As empresas ficam novamente preocupadas e muitas vezes até mesmo desorientadas sobre o que fazer a respeito. Para piorar a situação, boa parte dos vendedores faz questão de desinformar ao invés de prestar bons serviços.

 

Aí vamos nós novamente emitir nossa opinião e dar esclarecimentos confiáveis.

1. Tenho uma pequena empresa. Sou obrigada a comprar o REP agora?

Não deve comprar nada agora se for pequena/média empresa ou do ramo agrícola. Porque para estas categorias empresariais, as datas são Setembro e Junho, respectivamente.

Obs.: Ainda há uma controvérsia, pois o texto do último adiamento deixa a entender que a exigibilidade dos REP se daria após a carência de 1 ano sobre esta vigência de agora. E neste sentido, talvez valha consultar um advogado e ver formas de garantir este entendimento.

2. Uso relógio mecânico atualmente. Devo comprar o REP?

Não deve comprar se utiliza livro de ponto ou relógio mecânico (com registro em cartão de papel).

Se você não sabe ainda, a Portaria 1510 não obriga nenhuma empresa a utilizar o relógio eletrônico. Portanto, se você usa estas 2 opções citadas no item 2, o melhor a fazer agora é manter do jeito que está.  Se utiliza relógio eletrônico e pretende passar a usar o livro ou o relógio mecânico, isto também está permitido!

3. Devo comprar um REP se eu já possuo relógio eletrônico?

Em nossa opinião, você que utiliza relógio eletrônico não adequado à 1510, pode também mantê-lo por mais algum tempo, pois o MTE garante não multar agora, mas somente orientar nos próximos 90 dias.

“Observe-se que nos primeiros noventa dias de obrigatoriedade de utilizacao do REP a fiscalizacao será orientativa, conforme art. 627 da CLT e art. 23 do Decreto no 4.552/2002, Regulamento da Inspecao do Trabalho” (texto extraído do site do MTE na data de hoje)

Afinal, a portaria 1510 foi adiada por 5 vezes na última hora. E se for novamente adiada ou cancelada???

4. Qual o melhor REP do mercado?

O que dizemos aos pretensos consumidores destes produtos é que é preciso saber que por falhas na especificação e também na condução do processo, nenhum equipamento disponível no mercado atende plenamente aos requisitos definidos na Portaria 1510, apesar de homologados.

Por que isto ocorre? Isto é devido ao fato de a portaria ter sido criada sem consulta à sociedade em geral. A medida foi tomada sem qualquer discussão. E esta seria a condição primeira para também se estabelecer as Normas Técnicas relativas ao produto. Mas nada disto foi feito no início. Com a portaria editada, produtos foram sendo fabricados, e nenhuma norma técnica existia. Por consequência, a ausência de normas trouxe produtos mal concebidos e homologações imprecisas. Esta foi a porta de entrada para os inúmeros problemas técnicos que aí estão. Talvez isto agora torne claro para você porque tantos adiamentos…

No fim de 2011 o MTE reconheceu a falta de normas, os problemas de homologação, e chamou o Inmetro para tentar consertar. Mas infelizmente isto ainda não significa nada! Não existe nada ainda sob a intevenção do Inmetro, que anunciou que serão necessários 24 a 36 meses para que possa avalizar as “novas” certificações. Ou seja, os REP que existem hoje foram “homologados”  entre março/2010 e janeiro/2012. E o Inmetro só garantirá produtos homologados a partir do final de 2013/2014.

Conclui-se com isto, caros leitores, que o risco é de quem comprar! Não é um risco apenas de comprar um produto e perdê-los logo a seguir… É muito mais! É o risco trabalhista de utilizar produtos em desconformidade e poder ser penalizado por isto até os próximos 5 anos… pense nisto!

5. Qual marca de relógio vocês recomendam?

Este site não foi criado com objetivos comerciais. Portanto, a todos que nos pedem opiniões, recomendamos ler muito, estudar muito antes de comprar. Isto inclui observar outras tecnologias e outras opções de controle para sua empresa. Pesquise também em sites de reclamação como o Reclame Aqui, ou até mesmo neste Blog, onde já relatamos várias vezes reclamações de empresas usuárias.

Tenha em mente que não basta ter um REP “homologado”. Ele tem que de fato corresponder ao que é exigido pela 1510. E já que sabemos que há falhas nas homologações, isto pode colocar a empresa usuária em enormes dificuldades.

Exija claramente de seu fornecedor um compromisso. O Atestado Técnico obrigatório é insuficiente para isto. Você deve exigir que ele se manifeste sobre quais serão suas garantias em possíveis falhas do equipamento que lhe trouxerem prejuízos trabalhistas. Confronte o Atestado Técnico com o Termo de Garantia do produto e veja se está sendo fornecido ao consumidor a garantia necessária, conforme exigido pela Portaria 1510. E a questão é sutil e complexa. Estude a fundo.

Veja por exemplo a questão da “Memória Inviolável”.  A Portaria diz que “nenhum dado pode ser alterado ou apagado da memória”. Neste caso há entraves tecnológicos conhecidos, como:

  • Nenhuma memória eletrônica consegue garantir inviolabilidade ou retenção dos dados para sempre (ou nem mesmo por 5 anos).
  • Os fabricantes das memórias usadas nos REP garantem as memórias, mas não os dados contidos nela. (Lembre-se que estes são os dados fiscais que segundo a Portaria, devem ser invioláveis e por isto devem ser mantidos por 5 anos para efeitos de fiscalização e demandas judiciais)
  • Não será possível vender ou reaproveitar o REP após a memória se encher; (Isto mesmo! O REP quando enche a memória, deve ser mantido funcionando para fiscalização por mais 5 anos e aí você terá que comprar outro REP para novos registros de ponto…). Este processo se repete sempre que a memória encher

Por ordem do MTE, o fabricante fornece atestado que garante que os equipamentos não possuem mecanismos e dispositivos que permitam restrições, bloqueios e apagamento dos dados. Mas ele não garante sequer que em caso de perda de dados a sua empresa possa contar com alguma alternativa válida judicialmente. E se a memória é passível de falhas… quem irá socorrer a sua empresa quanto às novas exigências feitas pela 1510? O fabricante? O homologador? O MTE?

Fique atento, pois o mercado anda repleto de Vendedores de Sonhos.

6. Me informaram que agora toda empresa deve ter o relógio biométrico ou da digital. Isto é verdade?

Não é verdade. Existem modelos diversos e este “da digital” talvez nem seja o mais adequado à sua atividade.

 

 

Cenário atual:

-Equipamentos disponíveis no mercado sequer cumprem as exigências da 1510.

-Empresas compradoras não possuem garantias quanto ao uso do equipamento.

-Problemas de homologação não solucionados.

-Propostas alternativas apresentadas pelos setores da sociedade não foram devidamente analisadas pelo Governo.

-Projetos de Lei em andamento no Senado e Câmara podem sustar a Portaria 1510.

-Não foi nomeado o novo Ministro do Trabalho. (que é quem deverá conduzir o diálogo sobre o assunto)

-Conflitos com a nova lei aprovada do Teletrabalho inviabilizam os REP

-O momento do país é de redução de custos para a indústria, em face ao momento econômico e à desindustrialização.

Por estes e outros motivos, não acreditamos que entre em vigor da forma como ainda se apresenta hoje.

Considerações Finais:

Amigos leitores, este Blog se fez pela opinião dos Autores e também de seus Leitores.

Não se considerou até hoje que um Relógio de Ponto Eletrônico é apenas uma automação de um processo que existe há anos nas empresas de todo o mundo. A automação em si traz redução de custos e facilidade. Por isto naturalmente vinha sendo bem aceito pelo mercado durante todos estes anos.

Acreditamos que uma solução inadequada, de alto custo e que não traz benefícios não será comprada pelo mercado, mas apenas por quem não entendeu adequadamente o problema. Isto só penaliza nossa sociedade e nossas empresas.

Este Post tem a única intenção de orientar pessoas e empresas. Torná-las cientes dos problemas existentes. E já que há opções, que elas possam escolher a melhor!

Se você ainda tem dúvidas específicas, deixe abaixo sua opinião!

Continue lendo sobre o que fazer em:

http://www.relogio.deponto.com.br/ponto-eletronico-em-defesa-do-consumidor/;  e em
http://www.relogio.deponto.com.br/conversando-sobre-o-rep/

 

Atualização do Post:

PS. Recebemos uma informação de que as dezenas de Reclamações sobre REP /SREP feitas no site RECLAME AQUI sumiram, e, muitas delas sem solução! Estranhamos este procedimento e tentaremos buscar explicações junto aos editores do site. Decidimos assim criar aqui mais um espaço para que os consumidores possam continuar a reclamar. Conte para nós seus problemas e experiências. Quem sabe compartilhando problemas encontraremos as soluções?

http://www.relogio.deponto.com.br/denuncie-ou-reclame/

 

 

 

56 Respostas to “Ponto Eletrônico: O que fazer??”

  1. Marco Cesar

    on março 28 2012

    O que fazer? Esperar mais 2 dias para um novo adiamento. :)
    O que deve ficar claro é que para micro e pequenas empresas o prazo não é agora. E estas empresas são as que mais facilmente são influenciadas por falta de informações.
    Para o dia 2, como o porte das empresas é maior, o número de REPs a serem adquiridos também deve ser maior, com isto o gasto será grande.
    Será que algum departamento jurídico vai ter a coragem de obrigar/aconselhar estas empresas a comprar o REP com a indefinição atual? (Não mudou nada desde dezembro…)

  2. autor

    on março 28 2012

    De acordo, Marco!
    É preciso que se saiba que ninguém é contra uma regulamentação ou contra a interferência do Governo, desde que as coisas esteja corretas.
    O que não é o caso.
    Existem falhas graves no processo.
    Isto prejudica a todos.
    E de fato você tem razão. Grandes empresas têm opções maiores: acordos sindicais e ações judiciais podem dar mais tempo ou livrá-los da obrigação.

  3. Augusto Nascimento

    on março 28 2012

    Este site se auto-destruirá em 2 dias !!!

  4. autor

    on março 29 2012

    Augusto,

    Este o nosso desejo também.
    Esperamos que o bom senso seja usado, e, enfim, após mais de 2 anos e 7 meses, seja tomada a decisão acertada de suspender a Portaria 1510, para em seguida abrir o diálogo à busca de alternativas viáveis, caso ainda se mantenha viva a idéia de intervir neste assunto.
    Ao longo deste tempo fizemos o possível para informar a verdade a todos, embora alguns não gostem de ouvi-la.
    E enquanto isto, através de milhares de acessos/dia, vamos cumprindo nosso papel, até que a verdade tenha sido dita e ouvida por todos os interessados, e não sejamos mais necessários.
    Obrigado por contribuir sempre com suas opiniões.
    Continue por aqui!

  5. Nilson

    on março 29 2012

    Eu pnso o seguinte. Se vai valer mesmoa portaria, que o ministeri dexe tudo certo primeiro.
    O q tá ocorrendo é que as fabricas nao estao dando conta de resolver os problemas dos rep. Fica tudo na mao do instalador e dos clientes.
    Vender e facil o dificil é a gente depois manter o cliente. Nao esta facil fazer fechamento de ponto com este rep e a bomba fica aí para detonar. As exigencias da portaria com o rep não são moleza. Tem muito erro de marcação ocorrendo nos relogios. E não adianta reclamar porque os relogios vao e voltam da assistencia do mesmo jeito. É muito prejuizo para ficar só para o instalador. O cliente compra e os problemas acabam por detonar a venda que a gente fez.Tem caso que o cliente aceita o relogio cartografico e a gente troca. Mas quando nao aceita fica o prejuizo todo.Quando e que a gente vai ter solução pra isto?

  6. Marcelo

    on março 29 2012

    E as empresas que já compraram ? Como o governo se posicionará ? Muitas empreas de grande porte, inclusive todos os canais de TV, já compraram o Rep. Como o governo vai indenizar essas empresas em caso de mais um adiamento ou cancelamento ?

  7. autor

    on março 29 2012

    Nilson, também pensamos como você.
    E é por isto que o Blog existe.
    Para ao menos podermos compartilhar e evitar que outras empresas sejam inocentemente prejudicadas.

  8. autor

    on março 29 2012

    Marcelo,

    Esta pergunta fazemos aqui diariamente desde que inauguramos o Blog, no início de 2010.
    No início ninguém lia ou ouvia. Mas agora que boa parte já sabe a verdade, está mais do na hora de pensar em estancar a sangria. E também pensar no que fazer com o problema criado.
    Se nossa opinião respondesse sua pergunta… mas deixamos novamente clara a nossa posição:
    1) Levar em conta o gasto com equipamentos pode ser apenas uma pequena parte do prejuízo. Os riscos jurídicos e os custos advindos destes causados pelo uso de equipamentos mal certificados pode dar outra dimensão a esta conta.
    2) Para que tudo ocorresse desta forma, foi criada uma “teia de responsabilidades”. Em nossa opinião, para consertar o que não tem conserto, cada um dos envolvidos que responda por sua parte.
    Por isto apelamos novamente para que todos os envolvidos atentem para a gravidade de se manter sem solução este problema. Discutir abertamente com a sociedade, e buscar soluções factíveis é realmente uma posição responsável e deve ser assumida por todos.

  9. Andrezza Albuquerque

    on março 29 2012

    Só o fato de deixar de emitir os tickets e economizar um montão de $$ em bobina, já valeu a pena.
    Mas o setor de limpeza do hospital também vai economizar muito!

  10. autor

    on março 29 2012

    Andrezza,

    É verdade! O custo dos equipamentos é alto mesmo. Mas o custo de mantê-los em funcionamento ainda é maior. Ao longo dos anos isto pode se tornar um peso para as empresas:
    Bobinas,
    manutenções em muito maior volume (os equipamentos agora possuem mecanismos mais sujeitos a desgaste),
    o custo médio das manutenções também aumenta pela enorme burocracia envolvida agora neste processo.
    a impossibilidade de se manter contratos de substituição para equipamentos em reparo,
    mas… principalmente o fato de que a vida útil destes equipamentos é bem menor. A memória deles é um limitador. Quando esta se encher, deve-se comprar outro!
    E o pior… além do relógio novo funcionando, a empresa passa a também ser responsável pelo antigo funcionando também, pois o fiscal há de fiscalizá-lo nos próximos 5 anos (a contar do último dia de uso).
    Portanto, amigos, a dificuldade, o atraso e os custos são contínuos.
    Obrigado por sua participação.

  11. olga

    on março 30 2012

    A vigorar a portaria da maneira que foi concebida originalmente, sem as novas espeficações do inmetro, derrubam a tese de transparencia e confiabilidade que se desejava passar.

  12. autor

    on março 30 2012

    Olga,
    De fato.
    Hoje vemos que a ninguém interessa a Portaria 1510.
    Até mesmo fabricantes de REP, que antes defendiam incondicionalmente a Portaria, já se demonstram temerosos com a entrada em vigor nestes moldes.
    Afinal, o que vendem não é o que pede a portaria 1510. Este fato notório pode trazer consequências desastrosas.
    Teremos uma confusão muito maior se não houver mudanças até segunda.
    Aguardamos, pela 6a vez, uma jogada milagrosa aos 45 do 2o. tempo.

  13. Valdir R. Silva

    on abril 2 2012

    Portaria 1.510…

    Fico imaginando uma situação como essa acontecendo em um outro país. Em um país onde exista o poder do povo. O que aconteceria? Sim porque estamos lutando contra essa portaria há mais de dois anos e a “coisa” se transformou num tremendo “elefante branco”. Aconteceram tantas e tantas atitudes erradas dos governantes, que não ouvem ninguém, uma atrás da outra, como por exemplo, a de abrir as portas do nosso país para a China. Para valer a sua ideia essas pessoas, sem se preocuparem com os resultados, permitiram que os chineses pudessem competir de igual para igual com nossos fabricantes, sem o mínimo cuidado em valorizar o que é nosso, que fica a pergunta: VALE TUDO?

    Vale, por exemplo, nomear essa e/ou aquela empresa para CERTIFICAR os REPs e cada uma delas conceder essa certificação de uma maneira diferente?

    Vale esquecer o que diz a C.L.T. que ainda, apesar de falha e remendada todos os dias, é a nossa lei trabalhista?

    VALE TUDO…

    Sinceramente não sei o que esperar a partir de hoje. Se vai valer o bom senso, a realidade dos nossos dias, ou se vamos ficar à merce do poder de uns poucos que seguem o seu caminho pisando em tudo que é certo, correto, muitas vezes, só para provar que tem poder!

    Lamentável esse caminho.

    Valdir R. Silva

  14. Dedé

    on abril 2 2012

    Não houve prorrogação da portaria hoje.
    E agora?
    Se não voltar para o ponto manual, após 90 dias poderei ser autuado. E se tiver fiscalização na minha empresa hoje, poderá ser dado o prazo mínimo de 30 dias.

  15. autor

    on abril 2 2012

    Valdir,

    É tudo surreal.
    A portaria não é lei, mas é como se fosse.
    O REP não cumpre a Portaria, não é efetivo contra fraudes, não dá a segurança jurídica prometida, mas e daí?
    Isto tem que estar no pensamento dos empresários. Especialmente os pequenos.

  16. autor

    on abril 2 2012

    Dedé,

    É um grande silêncio.
    Na verdade ninguém fala oficialmente pelo assunto.
    Enquanto isto, na vida real, sabemos que a portaria 1510 não se sustenta tecnicamente. Que nenhum equipamento será capaz de fazer cumpri-la.
    E aí? Aguardar… torcer para o bom-senso… e continuar brigando muito pela coisa certa.
    Sempre um prazer tê-lo por aqui.

  17. Marcelo Moraes

    on abril 2 2012

    Olá, Nosso prestador de serviços de folha a partir de hoje (02/04) arbitrariamente deixou de aceitar nosso arquivo de marcação de ponto no formato antigo. Eles podem fazer isso? (mesmo sabendo que ainda teríamos 90 dias para nos adaptarmos).

  18. autor

    on abril 2 2012

    Marcelo,

    Se entendemos bem, seu prestador está se colocando acima da lei, acima do governo.
    Acho que sua empresa será prejudicada, e pode questioná-lo por esta medida, que em nossa opinião, é arbitrária.
    A sugestão é que seu jurídico verifique o contrato e argumente.

  19. Antônio Nascimento

    on abril 2 2012

    Agora a regra é pra valer!!! Bora se adaptar e parar de reclamar da vida…

  20. autor

    on abril 2 2012

    Antônio,

    Não acreditamos que algo que prejudica o país prevaleça!

    Por isto continuaremos a reclamar. Não da vida, mas dos atos incorretos.

    “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.” [ Rui Barbosa ]

  21. Rodrigo Duarte

    on abril 2 2012

    Bom Dia,

    Gostaria de saber qual o conselho do autor para uma empresa de médio porte como a minha. Devo adquirir o REP ?
    Minha preocupação é que se aguardar os 90 dias para início das autuações não tenha equipamentos disponíveis no mercado, pois obviamente todos devem estar pensando assim.
    Estou pensando que inevitavelmente terei que adquirir o REP e acho que o farei ainda nesta semana.

    OBS: Para nós é completamente inviável ir para o ponto mecânico, manual ou cartográfico.

  22. autor

    on abril 2 2012

    Rodrigo,

    A decisão é sua, realmente.
    Deve pensar em que irá dar a você a segurança jurídica necessária.
    O que fazemos aqui é apontar as falhas do REP e os motivos pelos quais estes equipamentos não são ainda capazes de atender às determinações do MTE pela 1510.
    Veja se seu sindicato patronal não está buscando medidas jurídicas.
    Você também pode consultar seu advogado e buscar alternativas.
    Existem equipamentos de controle de acesso que combinados com sistemas mecânicos de ponto podem constituir excelente alternativa. Pesquise sobre isto também.
    Estas são em nossa opinião, as melhores saídas.

  23. Francisco

    on abril 2 2012

    Sou desenvolvedor e venho acompanhando estas questões aqui discutidas já há algum tempo. Desde então, comecei a ver que os problemas que temos enfrentado aqui são, na verdade, comuns por todo o país. A empresa onde trabalho fornece e dá manutenção nos REPs. Na verdade, no momento apenas dá manutenção. Simplesmente desistimos de vender este “equipamento”, pois só tem gerado prejuízo à todas as partes envolvidas. Temos várias equipes que dão suporte aos vários produtos que temos disponíveis no mercado. Mas, com toda sinceridade, não temos uma equipe mais ocupada do que a que dá suporte ao sistema de ponto no momento. Segundo eles, 90% do tempo é gasto com os REPs, seja no software que faz a coleta fornecido pelo próprio fabricante, seja na parte física do REP que vive nos surpreendendo com sua fragilidade e baixíssima durabilidade. Os REPs não têm a mínima condição de funcionar sem problemas nem mesmo a curto prazo – quando digo curto me refiro à poucos meses. E não estou falando de problemas ocorridos em empresas com muitos funcionários e nem estou falando de um único fabricante. Todos os REPs que chegamos a comercializar, de todas as marcas, em todos os clientes, dão problemas FREQUENTEMENTE. Diante destas situações INSUSTENTÁVEIS, claramente apresentadas, amplamente conhecidas e muito bem discutidas aqui neste Blog, não consigo entender o que falta pra essa “Porcaria 1.510″ ter o fim que toda porcaria merece. É claro que parte do que foi definido até então pode ser utilizado com sucesso em algum projeto decente. Mas por que todo esse tempo perdido? Será que está faltando os prejuízos serem multiplicados? Estão ainda faltando provas de que isso não está e nunca deu certo? Tudo que expressei não passa de uma opinião minha, baseada em fatos. Só gostaria muitíssimo que fosse apenas uma opinião e apenas a minha.

  24. Antônio R.

    on abril 2 2012

    Acho que buscar alternativa com advogado sairá bem mais caro que comprar o REP, a menos que se esteja querendo sonegar algo..

  25. autor

    on abril 2 2012

    Francisco,

    Muito obrigado por corroborar com o que temos dito aqui.
    Bom saber que tem mais gente como nós, que se preocupa com o problema.
    Gostaria de lhe fazer um convite: Deixe seus dados na parte Contato do site. Gostaríamos de trocar experiências.
    Este contato é sempre mantido em sigilo.

    Volte sempre, e comente!

  26. autor

    on abril 2 2012

    Se há interesses financeiros por aí, para nós aqui não.
    Ser caro ou barato, pouco importa.
    O que nos move é que esteja tudo às claras.
    E não creio que lutar pela coisa certa seja sinônimo de sonegação. Esta história está ainda longe de acabar. E nos manteremos firmes no propósito de mostrar a verdade que ainda tantos lutam para omitir.

    Obrigado pela boa participação.

    Novamente repito a você: “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.” [ Rui Barbosa ]

  27. Rodrigo Duarte

    on abril 2 2012

    Creio que o amigo Antônio esteja falando com relação a uma empresa de porte médio como a minha. Realmente não é viável para mim recorrer à justiça e como sou correto com meus funcionários vou acabar comprando mesmo o equipamento para não me incomodar.

    Outra coisa que me disseram é que desde hoje todos os registros realizados eletronicamente nos relógios antigos estarão sem validade e podem ser questionados numa demanda judicial…

    Acho que infelizmente para mim o mais viável é comprar o tal REP ainda essa semana.

    De qualquer forma agradeço este site que durante tanto tempo me manteve informado.

  28. autor

    on abril 2 2012

    Rodrigo,

    Sabemos bem a quem e para que servem os comentários aqui.
    Esta aqui é a “janela” que se abriu democraticamente para todos. E damos atenção a todos, pois sabemos que cada visitante aqui tem algum propósito.

    E qual é mesmo o seu? Defender sua empresa no presente e no futuro, ou correr riscos?
    O que é mais viável para você, pode não ser para a maioria. Mas cada um sabe onde o calo lhe aperta.

    P.S. Esta coisa que disseram a você não é real. O próprio MTE já se manifestou a respeito e cansamos de repetir aqui A VERDADE.
    Ser correto com funcionários é o básico. Mas só isto não basta. Temos que ser corretos com nós mesmos, com nossas crenças e com a nossa sociedade.

    De qualquer forma, suas presença e opinião bem-vindas.

    “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.” [ Rui Barbosa ]

  29. Marco Cesar

    on abril 2 2012

    O “Jornal Nacional”, desta vez, deixou claro que existem problemas graves.
    Até quando?
    Reforçando: Não sou contra a Portaria, mas sim da maneira como foi imposta no quesito técnico. Como fabricante gostaria conquistar mais clientes, fideliza-los e lucrar com isto. É o que farei desde que sejam corrigidas as questões técnicas, impossíveis de se atender atualmente.
    Uma delas, a principal razão de não ter finalizado a minha homologação é a questão da memória: Memória inviolável é pertinente, porém uma memória infalível inviabiliza o custo do equipamento. Como está hoje, se ela falhar, for danificada por vandalismo, ter o equipamento roubado, sofrer uma descarga elétrica, etc, etc, como ficam o fabricante e o empregador? Como fica o Juiz julgando registros em tiquetes que não têm como ser validados? Lembro ainda que cópias de segurança da memória não são aceitas pela Portaria.
    Antes da Portaria meu mercado era de 75% em controle de ponto. Fizemos uma reestruturação na empresa e enquanto perdura a portaria sigo comercializando controle de acesso, sem dores de cabeça.

  30. autor

    on abril 2 2012

    Sim, Marco!
    Mas só alguns problemas foram mostrados.
    Se dissessem toda a verdade, sabemos que amanhã não se venderia 1 só REP no país.
    Fabricantes responsáveis como você preferem “cortar na carne” a submeter seus clientes a esta insegurança.
    Já vimos aí acima um ex-revendedor de REP que também por consciência tem preferido não vender a correr riscos junto com seu cliente.
    Será que o MTE conseguiria responder às suas perguntas? Já fizemos muitos outros questionamentos, para os quais também não acreditamos ter respostas.

    Seguimos aguardando o bom senso!!!

  31. Francisco

    on abril 3 2012

    A página de contato aparentemente está com problema.

  32. autor

    on abril 3 2012

    Francisco, vamos verificar o problema e até o fim do dia estará OK.
    Desculpe o incômodo, e, tente novamente mais tarde.
    __________________________** _______________________________________

    Já resolvido!! Aguardamos seu contato.

    Obrigado.

  33. Clotilde

    on abril 3 2012

    Até que enfim vejo representantes do REP sendo sinceros com a realidade…Existem problemas SIM!

    Antes, para alguns, era a oitava maravilha do mundo. Agora, muitos enxergaram o “outro lado”.

    Agradeço a este site e seus idealizadores por abrir os olhos da sociedade. Seus idealizadores foram um dos poucos que não aceitaram “engolir sapo” e ficar de braços cruzados, como é o costume da maioria dos brasileiros.

    Abraços,

  34. autor

    on abril 3 2012

    Obrigado, Clotilde.

  35. Elaine

    on abril 3 2012

    Boa tarde,
    E nos casos de instituição filantrópica? Como funciona a obrigatoriedade?
    Obrigado,
    Paula

  36. autor

    on abril 3 2012

    Elaine,

    Já vimos que o MTE se esqueceu que existem atividades além das citadas por eles na última portaria 2686.
    Isto é um problema, pois vocês não estariam inclusos em nenhuma das categorias e a data então não foi definida.
    Peço que você deixe seus contatos na parte “Contato” do site. Tentaremos dar a você uma resposta em breve.
    PS. A sessão contato do site mantém em sigilo todas as informações.

    Grato.

  37. Ricardo Pereira

    on abril 3 2012

    Instituições filantrópicas estão na categoria serviços. Nestas entidades normalmente tais serviços são prestados nas áreas de educação, saúde e assistência social. Mas sem dúvida é o segmento de SERVIÇOS !!

  38. autor

    on abril 4 2012

    Ricardo,

    Você fala em nome do MTE?
    Se sim, deixe seus dados na parte contato do site, pois temos outras perguntas sem resposta!
    De qualquer modo, dificilmente temos visto os erros corrigidos e respostas consistentes de forma oficial. Vamos aguardar…

  39. Valdir R. Silva

    on abril 4 2012

    Pessoal,

    A Portaria 1.510, independente da minha ou da sua opinião, que apontou erros ou falhas na maneira que foi editada, entrou em vigor no dia 02/04/2012. Foi imposta na íntegra.

    Agora o que nos deixa preocupado, principalmente por causa dos efeitos, é como será, caso ela seja suspensa por algum dos projetos que ainda estão no congresso nacional é o que vai acontecer realmente com as pessoas que acreditaram na validade dos atos exigidos por ela, compraram os REPs. Principalmente porque não havia meios de fugir do ataque dos vendedores. Na Internet, até em sites de velórios, têm propaganda de REP. Foi lavagem cerebral maciça

    Observe: Nada do que foi posto pelo pessoal de grande porte, CNI, CIESP, FIESP, CNA e outras confederações numa tentativa de adequa-la à realidade dos nossos dias, foram aceitas, tanto com estudos e pareceres técnicos de pessoas da área, foram aceitos ouvidos tanto pelo MTE, como pelo IMMETRO. Ou seja: só eles sempre têm razão e podem fazer o que quiser independente do prejuízo de terceiros.

    No senado federal, o projeto de lei da
    Senador Níura Demarchi, depois de passar por comissões, atualmente está, desde 12/03/2012, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, em caráter de URGÊNCIA, com o relator, para emitir a sua opinião, para, em seguida entrar na pauta de votação do plenário.

    Nessa hora é que teremos, de fato, a opinião e a VALIDADE, de quem realmente tem o direito de criar leis: O Congresso Nacional. Vamos aguardar.

    Até lá, mesmo com o pessoal a favor dela cantar de galo, lembramos que ainda tem muito cisco no terreiro!

    Valdir R. Silva

  40. Clodomilson

    on abril 4 2012

    A turma do relogio.deponto já tá com o REP na parede aí?? Tamo batendo na porta aí pra fiscalizar!!

  41. autor

    on abril 4 2012

    Valdir,
    O que estamos vivendo no nosso “mundinho trabalhista” agora, nos remete a algumas décadas passadas em nosso país.
    O que acreditamos é que este assunto está longe de acabar.
    Quem tem telhado de vidro é que deve estar preocupado daqui para frente.
    Podem até conseguir tirar os problemas do REP e reclamações dos compradores do site RECLAME AQUI.
    Mas não vão impedir que a verdade contamine a todos dia a dia.

  42. autor

    on abril 5 2012

    Clodomilson,

    Nós aqui temos informações e muito conhecimento. Comprar o REP é opção somente para os que desconhecem possibilidades mais eficientes, seguras e econômicas.

  43. Cleomar Trindade

    on abril 5 2012

    Gostaria muito de saber qual é a possibilidade mais eficiente, segura e econômica pois estou na iminência de comprar o REP para evitar dor de cabeça com a fiscalização e com ações judiciais. Por favor me diga quais são essas possibilidades… não estou com muita vontade de gastar com REP agora..

  44. autor

    on abril 5 2012

    Cleomar,

    Para ajudarmos você de verdade, o melhor é deixar seus dados na parte CONTATO do site (no alto da página). Assim poderemos entender o perfil de sua empresa e orientar adequadamente.

  45. Tiago Fohler

    on abril 9 2012

    Por que não expor aqui de forma clara e objetiva qual é a tal possibilidade mais eficiente, segura e econômica ? Assim todos em massa poderiam seguir os seus conselhos…

  46. Marcelo Moraes

    on abril 9 2012

    OLá,

    Já estamos na 2a semana de abril e o tempo está correndo. “Oficialmente” estamos no período de 90 dias em que não seremos autuados. Parece que as chances da portaria 1510 cair estão diminuindo. Vocês tem alguma nova informação? Ainda é possível ter esperança de que essa portaria poderá ser revogada?

  47. Sidney Maciel Arruda

    on abril 9 2012

    Em 28/03/2012 a ANAMATRA que representa os Auditores Fiscais do MTE pediu a derrubada do decreto legislativo que susta os efeitos da Portaria 1510. Queria saber, de verdade, qual chance da portaria ser sustada, e quando será votada definitivamente a sua sustação, ou não?
    Obrigado

  48. autor

    on abril 9 2012

    Prezado Tiago,

    Com o tempo estaremos apresentando isto no Blog. Mas neste primeiro momento preferimos ter mais informações sobre o perfil das empresas. Criar uma estatística e o que estão pensando as empresas. As alternativas existem, mas são adequadas a situações diferentes.
    Por isto, por enquanto as empresas que permanecerem em dúvida sobre o que podem fazer, devem mesmo se cadastrar na parte CONTATO do site.
    Obrigado.

  49. autor

    on abril 10 2012

    Marcelo,
    Pelos erros técnicos e pela certeza de que nenhum equipamento atende ou atenderá ao que escreveram na Portaria 1510, temos convicção de que esta Portaria não perdurará.
    A questão é: Quando?
    O tempo, caros amigos, depende muito de nós.
    A quem se sente em dificuldades, deve levá-las ao conhecimento do Governo. Não nos custa nada enviar cartas à Presidente, Casa Civil ou aos Parlamentares envolvidos na questão.
    Aos que julgarem conveniente, lembrem-se que muitos Mandados de Segurança tem sido buscados na justiça também. Pode ser um outro caminho.

    “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.” [ Rui Barbosa ]

  50. autor

    on abril 10 2012

    Sidney,

    Existem muitas chances para que a portaria inexista. E a maior de todas foi provocada por ela mesma: O simples fato de sua redação não convergir para uma situação de realidade prática.
    Porém, a sustação, como dissemos ao Marcelo, depende de nós.
    Uma boa maneira é enviar solicitações aos parlamentares para que coloquem em votação os Projetos. Busquem os parlamentares envolvidos, mas também outros de sua região que podem também também ajudar.
    E enquanto isto, busquem alternativas mais viáveis para suas empresas, nas brechas que a Portaria 1510 nos deixou.

  51. joao paulo

    on abril 10 2012

    tenho 9 funcionarios e vou contratar mais dois. Até agora, em 18 anos da minha empresa passou varios tipos de funcionarios e nunca “me levaram na justica” pois sempre procuro pagar mais e procuro ter uma relação de amizade. Das pessoas da produçao, nao cobro horario das pessoas pois elas devem saber o que e quando produzir melhor. Agora com 11 funcionários vou ter que colocar um registro de ponto? qual o tipo ? tem que ter algum item especifico quando eu for comprar? meus funcionários terao que entrar e sair todos no mesmo horário ou eles podem continuar entrando e saindo quando eles quiserem? pois somente a recepcionista e o funcionario que pega e entrega os trabalhos eu exijo que cumpra o horário os outros só quando tem trabalho para eles. posso somar essas horas trabalhadas para totalizar os dias? e se eles ultrapassarem em um dia? pois alguns preferem trabalar mais e nao vir na sexta e ou na segunda de manha. Muitas Dúvidas né? obrigado

  52. autor

    on abril 10 2012

    João Paulo,

    Você não precisa comprar equipamento algum. Se tiver um registro do ponto em livro, será o suficiente para atender à fiscalização e à legislação vigente.
    Mas seria interessante consultar um advogado trabalhista sobre a forma em que a jornada de trabalho vem sendo cumprida em sua empresa. Assim você evita problemas futuros.

  53. André Mertens

    on abril 12 2012

    Prezado Autor

    Não sejamos hipócritas de pensar que todas as empresas lutarão contra a portaria como vc está lutando. Para vc é uma questão de sobrevivência pois o mercado em que atuava sucumbiu de repente e isso é compreensível. Agora para as empresas consumidoras não é uma briga tão importante a ponto de se mobilizarem mandando cartas para presidência, contratando advogados, etc etc. Tudo isso para economizar 2.000 reais do custo do REP ?

    Att.

    André

  54. autor

    on abril 13 2012

    André Mertens,

    Não sejamos inocentes em pensar que as empresas gastarão 1 centavo com algo que lhes é inútil ou até mesmo prejudicial.
    Isto está claro e provado.
    Quem defende hoje a Portaria e o REP, não o faz pelo bem comum.

  55. honaria

    on agosto 7 2012

    Fineza me informe se existe relogio que registra o ponto eletronicamente e registro biometrico sem impressão de tiket.Quais?

  56. autor

    on agosto 7 2012

    Honaria,
    Existem sim. Vamos fazer contato!

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