Tudo sobre relógio de ponto

A importação dos controles de ponto
Veja o post completo no Blog do Nassif: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-importacao-dos-controles-de-ponto#more

Enviado por luisnassif, seg, 31/01/2011 – 11:35Por Consultoria RHNassif,

O pior é quando realmente há um estímulo do governo para isto.

Veja o caso da Portaria 1510 do MTE.

Havia uma situação estável neste mercado (equipamentos eletrônicos de controle de ponto) antes da portaria 1510, para a indústria nacional deste setor.

Diversas empresas nacionais fabricavem equipamentos (relógios de ponto) de excelente qualidade, atendendo plenamente à CLT e à demanda do mercado. Havia uma espécie de reserva de mercado aos nacionais, visto que nossa Legislação Trabalhista exigia melhor desempenho dos produtos e maior conhecimento destas práticas por parte dos fabricantes, comerciantes, etc…

Com o surgimento da Portaria 1510, o MTE “emburreceu” os equipamentos de ponto, o que permitiu que produtos sem estes requisitos específicos trabalhistas tivessem aqui um campo fértil. Ainda houve a criação de uma demanda momentânea, que estima-se ser de 6 milhões de equipamentos. Prato cheio para os chineses. Produção em larga escala, período curto de vendas, produto sem muito entrave mercadológico. (a inserção de uma impressora no relógio foi coisa muito simples de resolver).

Mas aí faltava um detalhe: a portaria limitava a homologação a fabricantes nacionais. Sem problemas! Esta questão ficou resolvida em 2 tempos: com a portaria 1001/10, o MTE equiparou o importador ao fabricante nacional. Estranho, pois há uma série de compromissos que são requisitos para a comercialização que sinceramente, não há como equiparar uma indústria nacional, com planta instalada, patrimônio, sócios brasileiros a uma estrutura minimalista de um mero importador… coisas do Brasil.

Nos próximos capítulos sem dúvida assistiremos a falência de muitos fabricantes nacionais do setor, a menos que alguém no governo trate de dar uma boa sacudida no Sr. Ministro Lupi, fazendo-o ver que ao final das contas…. perdemos mais empregos no Brasil, mas agora por culpa do Ministério do Trabalho e Emprego.

Em tempo: não tivemos com esta invasão de importados uma melhora da tecnologia empregada, e muito menos uma redução de custos. Que retrocesso!

Comentários do Portal:

Era óbvio desde o início que isto não traria melhoras a ninguém.

Aos empregados, tentou-se dar a garantia de um comprovante impresso: Inútil! A empresa pode optar por Relógio Mecânico ou Livro Ponto. E de que adianta um comprovante, quando muitas vezes o empregado pode marcar o ponto e retornar ao trabalho?

Aos empregadores, tentou-se  inibir fraudes: Impossível! Qual equipamento é capaz de sozinho inibir fraudes? Isto não passa de uma utopia.

Aos fabricantes de relógio de ponto, vislumbrou-se um novo mercado, uma oportunidade: Improvável! Não se constrói um mercado sem pilares consistentes técnica e juridicamente. Não se melhora um mercado onde o comprador tem uma piora dos produtos ofertados (aumento de preços – retrocesso tecnológico).

À Justiça do Trabalho, tentou-se obter um produto infalível, que desse 100% de certeza nas decisões judiciais: Equívoco! Não há produto infalível. Este REP ao contrário de ser o “salvador da pátria”, contém tantos erros de concepção que acabará por resultar em mais processos trabalhistas e um um mar de novas incertezas.

À fiscalização do Trabalho, tentou-se dar mais poder: Engano! Ao que vemos, MTE não se aparelhou tecnologicamente para lidar com as novidades da Portaria 1510. Não há sequer uma divulgação de como os fiscais do trabalho irão utilizar os dados extraídos dos REP; com que segurança irão lidar com dados sigilosos das empresas; com que finalidade irão usá-los… cabem esclarecimentos.

Deixe um comentário

Nome: (Obrigatório)

Email: (Obrigatório)

Website:

Comentário: