Tudo sobre relógio de ponto
 Custos do ponto eletrônico trazem registro manual de volta

Por Vinícius Carvalho

Seriam necessários cerca de 20 novos aparelhos eletrônicos, com o investimento aproximado de R$ 60 mil, para que o controle da entrada e saída dos cerca de 600 funcionários que batem cartão no Centro Universitário de Maringá (Cesumar) fosse adequado às novas regras – incluindo os colaboradores do Colégio Objetivo, fazenda experimental e restaurante.

O cálculo é feito pelo vice-reitor da instituição de ensino, Wilson de Mattos Filho. “Nós não contávamos com esses recursos em orçamento, então tivemos que optar por dez relógios de ponto, para a parte principal, e o registro manual para o restante”, explica.

Segundo Mattos, o controle de acesso da fazenda experimental, laboratório de biomedicina e Colégio Objetivo será feito como nos primórdios do registro trabalhista: com papel e caneta. “É um retrocesso, mas foram as condições impostas pelo mercado”, avalia Mattos. “Sabemos que isso vai gerar custo para empresa”, acrescenta.

Apesar de tratar do ponto eletrônico, a Portaria 1.510/2009 não cria nenhuma restrição à utilização dos sistemas manuais e mecânicos numa mesma empresa, mesmo que em diferentes setores.

Para o vice-reito do Cesumar, as condições oferecidas para as empresas criaram obstáculos. “Demorou para as empresas serem certificadas pelo Ministério do Trabalho. Não se trata de problemas que poderiam ser resolvidos internamente, mas de fatores externos à empresa”, analisa.

A Visolux, empresa de comunicação visual em Maringá, calcula que serão necessários três novos pontos eletrônicos para o controle das horas extras de seus 294 funcionários, em dois turnos.

Justificativa
“Não houve tempo hábil. A liminar foi necessária para não sermos punidos por uma falha que não é nossa”
Robson Assumpção
Diretor comercial da empresa Visolux

Para o diretor comercial da empresa, Robson Assumpção, existem dificuldades para adequação, pois os aparelhos estão encomendados a alguns meses e não existe previsão de entrega. “Não houve tempo hábil. A liminar foi necessária para não sermos punidos por uma falha que não é nossa”, afirma.

O empresário faz a conta do desperdício que o novo sistema criará. “Gerará, em média, cerca de 1,2 mil recibos por ano, por funcionário. É um volume expressivo: se considerarmos 294 colaboradores serão 352.800 recibos por ano, só na nossa empresa”, exemplifica.

Dificuldade
“Demorou para as empresas serem certificadas pelo Ministério do Trabalho”
Wilson de Mattos Filho
Vice-reitor do Cesumar

Se mantida a mesma média de recibos para todos os trabalhadores registrados formalmente em Maringá podem ser gerados 150,580 milhões de recibos anualmente no município.

“Representa um aumento de custos muito grande, na maior quantidade de aparelhos, equipamentos mais caros, capacidade de memória maior, gastos com impressão, papel e tinta, além de manutenção e suporte mais caros”, calcula Assumpção.

Fonte: http://www.odiario.com/maringa/noticia/330994/custos-do-ponto-eletronico-trazem-registro-manual-de-volta.html

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